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Bactéria resistente interdita um dos mais importantes hospitais do Paraná
SÃO PAULO - Uma bactéria resistente levou o Hospital Universitário (HU) de Londrina, a 369 km de Curitiba, a fechar os setores de UTI e Pronto-Socorro nesta semana. A klebsiella infectou 27 pacientes, entre elas, um recém nascido. A propagação começou no setor de Pronto-Socorro e se espalhou para a UTI e setor de queimados. A bactéria é controlada desde o ano passado, quando o hospital registrou um surto. Desde então, a klebsiella não foi eliminada. A infecção se dá por contato físico e pela saliva dos infectados. O hospital é um dos mais importantes do Paraná, porque atende pacientes do Norte do estado e do interior de São Paulo e de Mato Grosso do Sul.
Por causa da interdição, o sistema de atendimento está sobrecarregado na cidade. Hospitais, postos de Saúde, além do Pronto Atendimento Municipal (PAM), também sentiram o aumento de demanda. Cerca de 200 pacientes eram atendidos diariamente no HU.
Em entrevista ao Jornal de Londrina, a bioquímica e membro da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do HU, Marsileni Pelisson, afirma que mais de 80% da população tem a klebsiella no intestino. Para ela, a bactéria não se manifesta em pessoas saudáveis, mas, sim, em quem já tem alguma doença e está com o organismo debilitado. O ambiente hospitalar, portanto, é ideal para a reprodução e transmissão do organismo e, além do desenvolvimento de resistência.
Em nota, o HU afirma que as visitas a pacientes internados caíram de mil por dia para 400, "reduzindo os riscos de novas contaminações". O hospital estava com 69 pacientes internados, dos 48 leitos no pronto-socorro. Na quarta-feira, havia 74 pacientes. Cirurgias eletivas e tratamentos que independem do PS continuam sendo realizados normalmente.
Fonte: O Globo/RJ: 30/07/2010 |